Os números de 2022 e os desafios de ACM Neto para reverter hegemonia do PT na Bahia

Para 2026, um dos principais desafios de ACM Neto será reconquistar prefeitos que migraram para a base governista, além de preservar os apoios já consolidados.

Os números de 2022 e os desafios de ACM Neto para reverter hegemonia do PT na Bahia

Foto: Divulgação

Na Bahia, o presidente Lula foi eleito em 2022 com 5.873.081 votos, o equivalente a 69,73% do total. Jair Bolsonaro obteve 2.047.599 votos, somando 24,31%. Na disputa pelo Governo do Estado, o primeiro turno foi marcado por equilíbrio. Jerônimo Rodrigues alcançou 4.019.830 votos (49,45%), enquanto ACM Neto ficou em segundo lugar com 3.316.711 votos (40,8%), levando a decisão para o segundo turno.

Com o avanço das alianças governistas e a adesão de dezenas de prefeitos, a campanha de Jerônimo ganhou força ao longo da disputa. O movimento consolidou o apoio ao grupo de Lula e resultou em mais uma derrota para a oposição.

No segundo turno, Jerônimo ampliou sua votação e foi eleito com 4.480.464 votos (52,79%). ACM Neto somou 4.007.023 votos (47,21%). A diferença foi de 473.441 votos, garantindo a manutenção da hegemonia do PT na Bahia.

Para 2026, um dos principais desafios de ACM Neto será reconquistar prefeitos que migraram para a base governista, além de preservar os apoios já consolidados. Temas como Saúde e Segurança Pública seguem como base das críticas à gestão estadual, mas o impacto eleitoral dessas pautas ainda dependerá da resposta nas urnas.

No Baixo Sul, o cenário também sofreu reviravolta. No primeiro turno, ACM Neto venceu em oito dos quinze municípios da região. Já no segundo turno, Jerônimo virou o jogo e venceu em onze cidades, enquanto Neto ficou com quatro. O ex-prefeito de Salvador manteve vantagem nos dois turnos em Valença, Cairu, Nilo Peçanha e Ituberá. Agora, os prefeitos dessas cidades estão orbitando na base de Jerônimo.

Vale salientar que o prefeito de Cairu, Hildécio Meirelles, que é do União Brasil, apesar de não ter declarado oficialmente seu apoio a Jerônimo, tem mantido uma relação cada vez mais próxima com o time do PT.

 

Baixo Sul – 1º Turno

 

Município Jerônimo ACM Neto
Aratuípe 60,68% (3.747) 33,94% (2.096)
Jaguaripe 62,31% (6.812) 31,57% (3.452)
Valença 40,37% (18.529) 48,87% (22.431)
Cairu 31,45% (3.271) 60,20% (6.261)
PTN 43,32% (6.707) 48,55% (7.517)
Taperoá 53,23% (5.402) 40,94% (4.155)
Teolândia 63,40% (5.212) 31,93% (2.625)
Nilo Peçanha 42,00% (2.894) 50,21% (3.460)
Ituberá 33,01% (4.111) 53,66% (6.683)
Wenceslau Guimarães 46,41% (5.504) 48,64% (5.768)
Gandu 48,98% (8.362) 42,90% (7.323)
Igrapiúna 46,08% (2.882) 47,67% (2.981)
Piraí do Norte 51,31% (2.594) 43,10% (2.179)
Camamu 43,39% (7.423) 47,38% (8.106)
Ibirapitanga 57,49% (5.536) 34,27% (3.300)

 

 

Baixo Sul – 2º Turno

 

Município Jerônimo ACM Neto
Aratuípe 64,41% (4.106) 35,59% (2.269)
Jaguaripe 63,77% (7.136) 36,23% (4.055)
Valença 46,09% (22.312) 53,91% (26.098)
Cairu 36,60% (3.835) 63,40% (6.643)
PTN 53,11% (8.634) 46,89% (7.624)
Taperoá 62,53% (6.474) 37,47% (3.880)
Teolândia 69,06% (5.859) 30,94% (2.625)
Nilo Peçanha 49,00% (3.444) 51,00% (3.584)
Ituberá 43,65% (5.500) 56,35% (7.100)
Wenceslau Guimarães 58,12% (6.876) 41,88% (4.954)
Gandu 54,75% (9.487) 45,25% (7.842)
Igrapiúna 56,16% (3.533) 43,84% (2.758)
Piraí do Norte 59,79% (3.030) 40,21% (2.038)
Camamu 50,25% (8.660) 49,75% (8.573)
Ibirapitanga 64,02% (6.250) 35,98% (3.513)

 

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